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Resposta da Namorada ao término do namoro

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Resposta da Namorada

Em apertada síntese, V.Sa. aduz ter sofrido danos materiais no curso de nossa breve relação afetiva.
Todavia, vossas alegações não merecem guarida, cabendo analisar pormenorizadamente os fatos ocorridos no curso da relação, para comprovar inequivocamente a ausência de nexo de causalidade, quanto ao pedido indenizatório, senão vejamos:

I – Ao conhecer V.Sa. naquele fatídico dia, entendi estar diante de pessoa honesta, com interesse comum, mormente pelo exercício do “munus publico”, que em tese o tornaria homem dotado de conhecimento intelectual e, no mínimo, educação emocional.

II – Diante dessa primeira impressão, cedi aos desejos carnais e me entreguei a seus beijos, inaugurando, assim, um relacionamento afetivo, o qual demandava maior conhecimento interpessoal para que, ao final, fosse possível chegar à conjunção carnal, que hoje entendo ter sido seu único objetivo.

III – Conquanto V.Sa. alegue que lhe observei com “olhar de tarada”, enquanto dançava, fazendo-o crer “que logo estaríamos explorando nossos corpos”(sic), na verdade, estava apenas sentido a música que soava no ambiente, entregando-me a emoção do ritmo dançante e sensual, quando então, V.Sa. se aproximou, apresentando-se a minha pessoa, de modo que, como dito alhures, entreguei-me a seus beijos, crendo se tratar de atitude correta.

IV – Ocorre que, após o primeiro encontro, V.Sa. passou a demonstrar claramente suas reais intenções, bem como os vícios ocultos existentes, que confirmaram o estado abnubilado daquela noite.

V – Percebi que, na verdade, não se tratava de operador do direito, mas de pessoa sem futuro, sem conhecimento, sem postura, sem clientes, e por consequência, sem dinheiro!!!

VI – Cumpre ressaltar que em todos os poucos encontros realizados, V. Sa. utilizou 90% (noventa por cento) do tempo disponível efetuando consultas sobre os poucos casos que acompanhava no escritório montado na sala de sua residência, sem contudo, ser obrigado a pagar a hora técnica.

VII – Inobstante isso, V.Sa. ainda utilizou de minha companhia como marketing pessoal, em completa má fé.

VIII – O que se percebe, é que os pequenos gastos efetuados com restaurantes baratos e “baladas” de quinta, não são compatíveis com os lucros cessantes, decorrentes do tempo perdido (hora técnica), advindos das consultorias prestadas de forma graciosa.

IX – Enfim, V. Sa., em comprovada má fé, além de utilizar meu conhecimento intelectual, ainda pretendeu utilizar meu corpo para a satisfação de sua lascívia, UM TOTAL ABSURDO!

X – ORA, se utilizava 90% de nosso tempo juntos, com a exploração de minha capacidade intelectual, não poderia manter conjunção carnal satisfatória em curto espaço de tempo, levando a conclusão lógica, de que deveria sofrer de ejaculação precoce, o que por si, já denota que V. Sa., além de “burro” é completamente “broxante”.

XI – Fato é que, o pedido de indenização pleiteado, sequer veio acompanhado dos comprovantes de despesas realizadas, muito menos com o detalhamento de tais despesas, o que já torna o pedido inepto.

XII – Em contrapartida, os danos morais por mim experimentados, são ratificados pelas fotos postadas em seu facebook, onde V.Sa. aparece ao meu lado, o que causou grave dano moral, na medida que, expos minha imagem para terceiros como sua namorada, levando ao entendimento de que eu havia emburrecido, quando na verdade não passava de um pequeno affer.

XIII – Dessa forma, resta claro que não se trata de “colóquios flácidos para acalentar bovinos”, ou que eu pensava que você era diferente, trata-se, pois, de constatação posterior de sua real identidade.

XIV – No mais, com absoluta certeza, não sou a mulher de sua vida, podendo asseverar que a está procurando nos lugares errados, já que mulheres do tipo pretendido se encontram com facilidade em alguns ambientes específicos, especialmente aqueles de música nacional periférica.

Por todo o exposto, improcede qualquer pedido indenizatório, e sinceramente, espero que sua bolsa escrotal sofra um súbito aumento de volume e grande liberação de energia, ocasionando a ruptura do tecido rugoso, já que meu orifício ínfero-lombar continua bem guardado.

Termos em que
pede deferimento.